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Pontos turísticos valorizam a moradia

Publicado em 22/11/2015 por Estadão

 

Ter cartões postais como o Museu de Artes de São Paulo (Masp, localizado na Avenida Paulista), o Parque do Ibirapuera ou o Memorial da América Latina (na Barra Funda) como vizinhos, pode trazer, além do prazer de ter um símbolo da capital paulista ao seu lado, um dos metros quadrados mais valorizados da cidade.

De acordo com o diretor comercial da Coelho da Fonseca, Fernando Sita, normalmente os imóveis construídos nas proximidades do Parque do Ibirapuera, um dos principais marcos da cidade, valoriza o ativo. “A vizinhança confere valor ao imóvel. E muitas pessoas querem morar próximas aos pontos turísticos da capital”, diz.

O diretor ressalta que, em função de o metro quadrado ser mais elevado nesses locais, o processo de comercialização é mais focado.

“Apartamentos de 300 metros quadrados, na Vila Nova Conceição, perto do Ibirapuera, têm preço médio de R$ 25 mil o metro quadrado, somando cerca de R$ 7,5 milhões. Cinco ruas para baixo, na esquina da Avenida Santo Amaro, o metro quadrado cai para R$ 5 mil, preço médio de R$ 1,8 milhão. O valor é pela localização”, diz.

Valorização. A aposentada Tania Feferbaum, de 69 anos, está vendendo um apartamento de 215 metros quadrados, localizado a apenas 800 metros do Parque do Ibirapuera, porque ficou viúva e quer mudar para um imóvel menor.
“O Ibirapuera foi um dos atrativos quando optei por comprar este apartamento. Tenho como vista, de um lado o próprio parque e, do outro, o Parque das Bicicletas (na esquina das avenidas Ibirapuera e Indianópolis) ”, conta Tania, que reside no bairro há 15 anos.

Ela diz ainda que, além da área verde mais conhecida da cidade, dispõe de toda infraestrutura de comércio e serviços em uma região plana, que facilita a locomoção. O vizinho Ibirapuera é visitado por ela, principalmente aos finais de semana.

“Vou passear no parque com minha amigas, e também gosto de almoçar e visitar as exposições do Museu de Arte Moderna (MAM).” Segundo Tania, a movimentação da área, principalmente aos finais de semana, não interfere em sua rotina, uma vez que ela faz a maioria de suas atividades a pé e não precisa tirar o carro da garagem.

Tania vai deixar seu vizinho famoso, mas ainda não sabe para onde mudará. “Ainda não encontrei um local adequado. Quero um imóvel menor. Se puder continuar na região do Ibirapuera será muito bom.”

Lazer. O vice-presidente da imobiliária VivaReal, Lucas Vargas, destaca que há na cidade muitos imóveis bem localizados próximos a pontos turísticos, que são, na maioria, áreas de lazer. “Normalmente, esses lugares são mais caros e um dos motivos do preço elevado é justamente a proximidade com os marcos turísticos.”

Segundo Vargas, essas áreas também são valorizadas porque atraem investimentos governamentais, com projetos de infraestrutura nas vias, transporte e, principalmente, segurança, além de empreendimentos comerciais que aumentam o preço do imóvel.

“O entorno tem um impacto positivo. No Jardins, por exemplo, quanto mais perto da Paulista (que tem o Masp) mais elevado é o valor.” De acordo com ele, outras regiões, como o bairro Aclimação (que tem o parque), a Cidade Universitária, e os bairros Itaim e Vila Olímpia (Parque do Povo, Museu da Casa Brasileira), são também bastante valorizadas.

Vargas lembra que a velocidade de vendas para os imóveis próximos aos cartões postais, que tem valor mais alto, é mais lenta, mas recentemente, os mais baratos também estão com processos mais demorados, pois são mais dependentes de financiamento imobiliário.

Reforço. A proprietária da Zac Imobiliária, Ana Paula Zacharias, acredita que os pontos turísticos ajudam na comercialização. “Há produtos próximos aos museus, parques e galerias. O cliente pode optar em ter uma vista privilegiada e espaços de lazer e cultura ao lado de casa.” Para Graziella Labate, proprietária da Graziella dos Imóveis, muitos fatores interferem no preço do imóvel. “Se o apartamento é novo ou antigo, o tamanho, se tem vista ou está próximo ao um cartão postal.”

Um imóvel na Rua Curitiba, com vista para o parque do Ibirapuera, tem preço do metro quadrado entre R$ 20 a R$ 35 mil. No Jardim América, a metragem média varia de R$ 10 mil a R$ 17 mil. Já com vista para o Jockey Club, o preço está em torno de R$ 24 mil o m².

Ipiranga, Luz e Pinheiros recebem lançamentos

Alguns dos locais de cultura e lazer da cidade já sofrem com a escassez de terrenos para a construção de novos empreendimentos. No entanto, a Barra Funda, que tem como vizinho o Memorial da América Latina, recebeu 1.347 lançamentos, distribuídos em cinco empreendimentos, entre outubro de 2014 e setembro de 2015, segundo levantamento realizado pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). O preço médio do metro quadrado foi de R$ 7.931.

O bairro do Ibirapuera, que tem o cobiçado parque como vizinho, recebeu neste mesmo período um único empreendimento, com oito unidades. O preço médio da metragem foi avaliado em R$ 25.027, e preço médio do imóvel em R$ 4 milhões.

Outra região que recebeu novos empreendimentos entre outubro de 2014 e setembro de 2015 foi a de Pinheiros e Vila Madalena, que abriga o Instituto Tomie Ohtake. Em Pinheiros, cinco endereços receberam 695 unidades, com preço médio do metro quadrado em R$ 13.752.

A Vila Madalena colocou à venda 40 unidades, com preço médio do metro quadrado ao custo de R$ 14.953.
A bairro do Ipiranga, onde está localizado o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, mais conhecido como Museu do Ipiranga, recebeu em cinco endereços, 382 novas unidades, com preço médio do metro quadrado avaliado em R$ 8.904.

Na região central da cidade, o bairro da Luz, que abriga pontos turísticos como a Pinacoteca, o Museu da Língua Portuguesa e a Sala São Paulo, recebeu 247 unidades, com metragem média no valor de R$ 11.416.

 

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